Era halloween, e á noite todos batiam nas portas das casas na rua pedindo "Doces ou Travessuras", inclusive eu e os meus pais.
Mais tarde, eu já tava em uma balada, tipo uma casa noturna. Era quadrada, o chão era inteiro de pista de dança e era formada toda de corredores, tipo um quadrado com um quadrado menor no meio. Todo mundo conversava. Encontrei minhas amigas. Estava andando por lá procurando alguém que nem eu mesmo sei quem. No canto tinha uma escada, e eu vi um amigo meu subindo. Fui até lá, chamei por ele mas ele estava super atrasado. Notei que ele estava com um violão nas costas. Acho que lá pra cima tinha algum tipo de aula de música. Derrepente começa uma música tipo rock anos 80 e começa todo mundo a dançar, e eu ainda procurando o Sr. não-sei-quem, eu estava correndo, mas derrepente começo a dançar. Daí vira um "Show" da Restart, e o pe lanza tava no meio do povo, cantando e brincando com as pessoas. Aí virou uma história em quadrinhos, um mangá.
Ainda ouvia um eco vindo de fora de alguém conversando sobre amor verdadeiro, e ele também ouviu, e me abraçou, como se disesse que o amor dele era verdadeiro e no "balãozinho da fala" não apareciam palavras e sim imagens em movimento, como que pra demonstrar o tal do amor verdadeiro. Tinha uma flor ao nosso lado, não nenhuma espécie conhecida, mas sim uma flor com várias hastes e no meio, na ponta de uma das hastes havia uma luzinha, na forma redondinha de um botão de flor, envolvida por pétalas cor de rosa. E nossa história passava acelerada nas pertes "menos importantes" como eu e ele passeando de mãos dadas pela cidade ou dormindo lado a lado. Tinha horas que eu acordava e ele estava ao meu lado, dormindo. Então em uma cama ao lado aparecia um coração cheio de água que vazava, formando uma mancha circular encima do edredon branco, que logo secava e voltava ao normal. O coração, talvez, representasse o meu, como se eu me sentisse triste por um momento, como se as vezes faltasse algo que segurasse isso dentro de mim, que preenchesse por total. Isso se repetiu umas duas vezes, com um intervalo para mostrar nossos passeios e nossa história em velocidade máxima, até que um dia isso se repetiu pela terceira vez, quando ele acordou e viu, e me viu tentando encher de novo meu coração. Só que o coração murchou, como se naquela hora a metade que preenchia não existisse mais. Então, de volta àquela mesma cena do começo, só que ele estava frio, distante, e a flor estava murcha no chão. Foi quando percebi o que faltava. Abraçando aquela flor murcha contra o peito que me veio o pensamento: "Ele amou por mim, agora é minha vez de fazer o mesmo". Então assisti àquela florzinha revivendo, assisti àquela luz reacendendo. E a história se repete, o abraço dele e as imagens ainda mais fortes. Com isso, assisti a mim mesma sentada na minha cama, com aquele livro com os quadrinhos na mão me segurando pra não chorar.
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Acordei, estava chorando.